- Impermeabilização de Tabuleiros de Pontes e Viadutos -
Introdução
As pontes e viadutos rodo e ferroviários são estruturas que, pela sua importância no âmbito viário e ferroviário, implicam por parte do projecto e da execução especificidades próprias nomeadamente na perspectiva do longo prazo.
Se pensarmos na evolução de tráfego ao nível rodoviário e ferroviário nos últimos 20 anos, nomeadamente no que respeita ao crescimento em termos de circulação, volumes e cargas transportadas e subsequentemente pesos por eixo, assim como velocidades, facilmente se compreenderá que ao iniciar em fase de projecto o estudo de uma obra de arte – ponte ou viaduto – há que ter em linha de conta estudos de longo prazo, dado inclusivamente estarmos em presença de obras com horizontes de projecto superiores a 50 anos.
Estamos normalmente perante estruturas em betão armado ou pré-esforçado, as quais são dimensionadas para suprir as necessidades em termos das várias solicitações mecânicas – tráfego, sobrecargas, vento, sismos, variações térmicas, assentamentos diferenciais, etc. – assim como do efeito do meio envolvente – atmosferas agressivas, águas, águas de escorrência, etc.

Em fase de anteprojecto e considerando estarmos em presença de estruturas com um forte impacto económico e financeiro, torna-se imprescindível, também, efectuar uma análise aos custos futuros com manutenção, nomeadamente a manutenção estrutural que é sem duvida a que acarretará maiores custos quer de reabilitação e de reparação quer os custos com limitação ou inclusivé paragem de tráfego.

O Sistema
Foi efectivamente tendo presente toda esta matriz de base aos projectos de pontes e viadutos que a Imperalum desenvolveu um sistema de impermeabilização de tabuleiros de pontes e viadutos rodo e ferroviários, o qual é constituído por uma membrana betuminosa de betume modificado APP, aplicada por acção da chama do maçarico de forma a ficar totalmente aderida ao suporte – tabuleiro.
O sistema de impermeabilização constituído pela membrana betuminosa de designação comercial Polyster R50V, foi dimensionado para impermeabilizar a estrutura de betão armado, aumentando assim a durabilidade do próprio betão e controlando subsequentemente o processo de degradação das armaduras.
Resistir aos esforços a que irá estar sujeita, nomeadamente os decorrentes do punçoamento estático e dinâmico, tracção – esforços tangenciais induzidos pelas frenagens – assim como aos esforços induzidos na estrutura provocados pelas variações térmicas e assentamentos.
Controlar superficialmente as águas de escorrência sem permitir a sua livre infiltração na estrutura permitindo também o controle, com maior grau de eficácia, destas águas de escorrência no que respeita ao impacte ambiental que as mesmas provocam nas áreas sobre a estrutura – solos, rios, etc.

Relativamente às camadas de desgaste na situação de viadutos e pontes rodoviários e protecção para aplicação de balastro na situação de viadutos ferroviários, podemos estar em presença de lajes de betão armado ou camadas de betão betuminoso. O sistema desenvolvido pela Imperalum está preparado para qualquer das situações referidas, estando inclusivamente a membrana betuminosa dimensionada para receber directamente o espalhamento e compactação do betão betuminoso.
O desenvolvimento deste sistema de impermeabilização teve como suporte técnico e experimental de investigação e desenvolvimento, para além das necessidades intrínsecas aos projectos de tabuleiros de pontes e viadutos, as Directivas da UEAT’c – Union Européene pour L’Agreament Technique dans la Construction – assim como Sistemas de Homologação Europeus.
Podemos referir que foram executadas nos últimos 7anos impermeabilizações em tabuleiros de pontes e viadutos que totalizam uma área aproximada de 300.000m2.Destes trabalhos destacamos os viadutos Ferroviários do eixo Norte-Sul – Viaduto de Corroios, Viaduto do Fogueteiro, Viaduto do Pragal, Viaduto do Alvito, Ponte do Infante e o Tabuleiro Ferroviário da Ponte 25 de Abril, assim como o Viadutos Rodoviários da Av. Marechal Gomes da Costa, Duarte Pacheco e Arrábida.

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